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09/06/2017 - Emprego apoiado é alternativa para os autistas, defende Eduardo Barbosa

A inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho atende a obrigatoriedade determinada pela Lei de Cotas, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo o deputado federal Eduardo Barbosa não há dados específicos sobre o número de autistas no emprego formal. “Não temos nenhum dado sobre autistas empregados”, disse ele durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência nesta quarta-feira (7).

O colegiado se reuniu para debater a inserção de autistas no mercado de trabalho. Na avaliação do parlamentar, a alternativa é o chamado “emprego apoiado”, ou seja, a empresa deve adquirir o espírito de colaboração para que os próprios colegas de trabalho sejam os apoiadores.

Segundo Eduardo Barbosa, essa experiência tem sido praticada pelas Apaes de Belo Horizonte e de São Paulo para a deficiência intelectual. Ele explica que primeiro há uma avaliação usando a escala de autodeterminação (avalia o querer, o poder e o empoderamento).

“Com isso, descobrimos as habilidades das pessoas envolvidas”, explicou. A partir dessas informações é feita outra avaliação que vai indicar o perfil vocacional, e só então se procura a vaga adequada ao perfil selecionado. De acordo com o deputado, as escolas não desenvolvem habilidades para a inserção no mundo do trabalho. E, quando elas não existem, há uma enorme dificuldade de inserção no mundo do trabalho. “Se não tem, vamos ter de prepará-los”, reiterou.

Experiências

A comissão apresentou como boa experiência a Specialisterne, que atua em duas organizações: a Organização Não-Governamental Specialisterne, dedicada à formação de pessoas com autismo, e a empresa Specialisterne Ltda, que oferece oportunidades de trabalho aos alunos da ONG, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo o diretor-geral da Specialisterne, Marcelo Vitoriano, a organização foi criada para aperfeiçoar a pessoa com autismo no mercado de trabalho. “Torril Sonne, o criador, percebeu algumas potencialidades no próprio filho”, relata. A partir daí, decidiu reconhecer e valorizar as habilidades dos autistas. A meta é criar 1 milhão de empregos no mundo, dos quais 30 mil no Brasil.

O presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, disse que hoje, no Brasil, há 400 mil pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Dessas, aproximadamente 30 mil são autistas. Para ele, o grande desafio é desmistificar a alegação de que não “dão conta”.

O autor do requerimento para a realização da reunião, deputado Delegado Francischini (SD/PR), informou que a Câmara lançou nesta quarta-feira (7) a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Autistas, com apoio de mais 300 deputados federais.

Com informações do PSDB na Câmara


Galeria de Fotos:

Eduardo Barbosa durante sua apresentação.

BRASÍLIA - DF
Câmara dos Deputados Anexo IV - Gabinete 540
Cep: 70160-900
Tel: (61) 3215-1540/3540/5540 - Fax: (61) 3215-2540
E-mail: dep.eduardobarbosa@camara.leg.br

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Rua Melo Sobrinho, 55 - Centro
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Tel: (37) 3077-7903/7914/7934
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09/06/2017 - Emprego apoiado é alternativa para os autistas, defende Eduardo Barbosa

A inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho atende a obrigatoriedade determinada pela Lei de Cotas, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo o deputado federal Eduardo Barbosa não há dados específicos sobre o número de autistas no emprego formal. “Não temos nenhum dado sobre autistas empregados”, disse ele durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência nesta quarta-feira (7).

O colegiado se reuniu para debater a inserção de autistas no mercado de trabalho. Na avaliação do parlamentar, a alternativa é o chamado “emprego apoiado”, ou seja, a empresa deve adquirir o espírito de colaboração para que os próprios colegas de trabalho sejam os apoiadores.

Segundo Eduardo Barbosa, essa experiência tem sido praticada pelas Apaes de Belo Horizonte e de São Paulo para a deficiência intelectual. Ele explica que primeiro há uma avaliação usando a escala de autodeterminação (avalia o querer, o poder e o empoderamento).

“Com isso, descobrimos as habilidades das pessoas envolvidas”, explicou. A partir dessas informações é feita outra avaliação que vai indicar o perfil vocacional, e só então se procura a vaga adequada ao perfil selecionado. De acordo com o deputado, as escolas não desenvolvem habilidades para a inserção no mundo do trabalho. E, quando elas não existem, há uma enorme dificuldade de inserção no mundo do trabalho. “Se não tem, vamos ter de prepará-los”, reiterou.

Experiências

A comissão apresentou como boa experiência a Specialisterne, que atua em duas organizações: a Organização Não-Governamental Specialisterne, dedicada à formação de pessoas com autismo, e a empresa Specialisterne Ltda, que oferece oportunidades de trabalho aos alunos da ONG, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo o diretor-geral da Specialisterne, Marcelo Vitoriano, a organização foi criada para aperfeiçoar a pessoa com autismo no mercado de trabalho. “Torril Sonne, o criador, percebeu algumas potencialidades no próprio filho”, relata. A partir daí, decidiu reconhecer e valorizar as habilidades dos autistas. A meta é criar 1 milhão de empregos no mundo, dos quais 30 mil no Brasil.

O presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, disse que hoje, no Brasil, há 400 mil pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Dessas, aproximadamente 30 mil são autistas. Para ele, o grande desafio é desmistificar a alegação de que não “dão conta”.

O autor do requerimento para a realização da reunião, deputado Delegado Francischini (SD/PR), informou que a Câmara lançou nesta quarta-feira (7) a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Autistas, com apoio de mais 300 deputados federais.

Com informações do PSDB na Câmara


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Eduardo Barbosa durante sua apresentação.

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